quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O karma é lixado...

Deixem-me dizer-vos como funciona o karma. Um dia, acordamos e sentimos falta de alguma coisa. Dizemos a nós  mesmos:

    - Hummm, quero um cão!! E não pode ser um cão qualquer, tem de ser um pastor alemão puro. Um cão que todos vejam, que impõe respeito, suscita     inveja, dá-me protagonismo… Hummm, é isso.

O Universo, infinitas vezes mais competente do que qualquer mãezinha, sabe que na verdade seremos muito mais felizes com um gato, e, numa tentativa de nos orientar no caminho certo, oferece-nos um maravilhoso dia de sol, precisamente no dia em que estamos de folga.

    - hummm, que espectáculo, se já tivesse o meu cão este dia ia ser fantástico, podíamos passear, ir até à serra…

Um dia de sol é muito vago. Pacientemente, o universo coloca à nossa porta uma bicicleta e, na próxima folga, mais um sol sem limites.

    - Heia que fixe, uma bicicleta!!! É melhor aproveitar para dar uma voltinha hoje porque quando tiver o meu cão já não vou poder andar de bicicleta.

Ainda muito vago… O universo opta então por nos colocar um bom livro na mesa de cabeceira e uns dias frios e chuvosos nas nossas folgas.

     - Que seca, agora com um cão podia ficar aqui no quentinho, a fazer-lhe festinhas…

E tanto empurramos, esgravatamos, puxamos e esperneamos que o universo irónico nos dá aquilo que tanto queremos. Desconcertado e sem outra forma de nos fazer entender o caminho, empurra o cão para o nosso quintal.

    - Que bom!! Finalmente, um cão.

Logo o cão se levanta e joga todo o seu peso em cima de nós quando nos salta para o peito. É aí que percebemos que queríamos um cão com unhas retrácteis e patas almofadadas, para nos fazer umas leves festinhas na ponta do nariz. Segue-se a pata alçada no canto da sala e não percebemos porque é que o cão não vai sozinho para a caixinha de areia, sem sujar nem deixar cheiro… E quando queremos ficar quietos e sossegados no quentinho não pára de fazer barulho e ladrar aos vizinhos.

    - Agora, para aprenderes, eu vou passear de bicicleta e tu vais ter de te cansar muito para me acompanhares.

Começamos também a ler o livro que está na mesa de cabeceira e, pouco tempo depois, o cão fica na rua para não dar trabalho nem chatear. Quando damos conta, acordamos e sentimos falta de alguma coisa. Dizemos a nós  mesmos:
  
    - Hummm, afinal quero um papagaio…

O Universo atravessa um gato no nosso caminho, convencido de que já percebemos a mensagem, mas nós, do alto da nossa incomensurável burrice, pensamos:
  
    - Hummm, não… Não gosto de gatos. Os gatos são falsos e traiçoeiros. Eu quero um papagaio. Não um papagaio qualquer, tem de ser um daqueles enormes, cheios de cores, que aprendem a falar…

E assim por diante, durante vidas e vidas, até percebermos e aceitarmos aquilo que o universo nos quer dar.

(A pedido de alguns amigos que não se fartam de me dizer para voltar a escrever no meu blog, obrigada).

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Reflexões

EU NÃO VOTO, por princípio, eu não voto… Mas, se votasse, pensaria duas vezes antes de colocar o poder nas mão de alguém que abraça fervorosamente um ser asqueroso, repugnante, MAU, como o Sr. Pinto Balsemão…

Pior do que um país minúsculo receber ajuda num momento de crise mundial, é deixa-lo cair nas mãos das máfias rascas das lojas maçónicas. E, bem ou mal, o Sr. José Sócrates mandou pastar um bastião do Grande Oriente Lusitano (Mário Soares e filho) acto que fez merecer 100% da minha consideração.

Já o Sr. Passos Coelho só fez melda desde dos tempos de JSD, quando não era mais do que um lambe-cu do Sr. Pedro Lince. Podemos dizer que a americanização do sistema de ensino em portugal se deve, em parte, a este sr.. E sabe-se lá mais o quê que ele vai americanizar se ganhar as eleições. A segurança Social, o sistema nacional de saúde, os direitos dos trabalhadores, etc.. Quando os próprios americanos já perceberam que toda a sua organização sócio-económica é um falhanço, o Sr. Passos Coelho quer seguir os seus exemplos de fracasso.

Não posso deixar de focar a postura descansada do Sr. Paulo Portas. Certo de que quem quer que vá para o poleiro terá de o levar, o Sr. Portas já reclama, antecipadamente, um aumento de poderes para o Ministro da Administração Interna!!!! HAHAHA

Enfim, a quem vai votar, deixo estas pequenas reflexões…

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pois, isso sim é espírito natalício

Em tempos tive uma amiga que dizia a "a vida é um paraíso, os outros é que fazem dela um inferno!!" E é verdade, a maior parte das pessoas (pelo menos das que eu conheço) levam a vida a fazer coisas que não querem realmente fazer. Fazem-nas porque está convencionado assim, porque a sociedade espera que as façam, porque se não as fizerem vão ouvir 1001 comentários idiotas e, pior de tudo, vão desencadear reacções duplamente estúpidas de quem não percebe, em primeiro lugar porque é que faz o que faz, e em segundo lugar porque que é que alguém não faz o mesmo!!

Esta altura do ano é especialmente propícia a este fenómeno comportamental. As pessoas compram prendas de Natal por convenção, porque se convencionou que se devem dar prendas a este, àquele, ao outro... Se decidirem que não dão a um então também não podem dar aos restantes. HAHAHA Muitas vezes não dão prendas a quem gostariam de dar porque "não faz sentido". "O que é que vou responder quando me perguntarem porque é que dei uma prenda a este ou àquele?

A situação mais óbvia e notória prende-se com o facto de todos os anos um dos membros do casal se sacrificar para passar as Festas com a família do conjuge. No caminho da casa dos sogros, a esposa dedicadíssima, mulher séria e de boa formação, abstem-se de comentar o comportamento insuportável da sogra, mas não resiste a desabafar relativamente à conversa irritante da cunhada, que é uma cínica de primeira e finge que gosta muito da mãe do marido só para todos gostarem dela... Pois, isso sim é espírito natalício.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Matriz

A mim parecia-me muito estranho que a CIA tivesse tanta gana de apanhar Julian Assange e ele estivesse publicamente enraizado na Grã-bretanha, um país cujos órgãos de segurança mantêm protocolos estreitos com os EUA. E não devia ser só a mim que isso fazia confusão porque ao fim de algum tempo Assange lembrou-se que tinha violado duas senhoras na Suécia! e resolveu entregar-se pedindo a extradição... Outra coisa que me parece muito estranha é que a wikileaks já tenha disparado tiros contra tudo e contra todos [embora eu tenha a certeza que 90% das pessoas nem sequer se deu ao trabalho de ler qualquer dos documentos publicados] menos contra Israel e a Mossad. I wonder why... De qualquer forma, à luz do que tem vindo a público nos outros meios de comunicação, não me parece que a wikileaks tenha feito grandes revelações. É apenas mais um vírus como o da a gripe H1N1, a matriz é a mesma...
...E assim, neste grande campeonato de Xadrês, os espectadores continuam a acreditar no quarto poder e na veracidade da informação que ele veicula [pelo menos na informação que sai da Wikileaks].

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Venenos

Há uns tempos atrás, estava a almoçar com um grupo de colegas, quando reparei que um deles estava muito diferente. Disse-me, bebendo alegremente uma imperial, que tinha emagrecido cerca de 40kg, deixara de fumar e frequentava assiduamente o ginásio. Foi nesse momento que uma outra colega lhe chamou seriamente a atenção para os perigos da cerveja! Sim, é preciso muito cuidado com o alcool, é das piores coisas para o coração, dizia ela.

Minha querida (disse-lhe eu) sabes o que é que também é muito mau para a saúde? O oxigénio. A sério, o oxigénio é um gás muito venenoso, letal para o ser humano. Aliás, não sei como é que ainda não se resolveram a vender garrafinhas de ar puro nas farmácias. Já vendem água do mar e baba de caracol, porque não "ar puro"???

E sabem que mais, ia ser uma grande fonte de receitas... A avaliar pela enorme quantidade de papalvos que compraram máscaras para a eventualidade de um ataque terrorista com armas de destrição massiva, vacinas para as gripes A, B, C e D, gripe das aves, dos porcos e sabe-se lá mais de quê, gel desinfectante, iogurtes com "bifidus activos" e "esterois vegetais" e... Coca-Cola! principalmente Coca-Cola...

Pequenos detalhes

Ainda ninguém me conseguiu explicar, com argumentos credíveis, a GRANDE diferença entre os tempos idos do Futebol, Fátima e Fado e os dias de hoje de Futebol e Fátima.

Eu percebo que o Fado tenha sido estrategicamente retirado da equação para não dar azo a que os menos estúpidos voltassem a fazer da uso da música para acordar os mais burrinhos... Mas, a verdade é que o importante é mesmo o futebol... Está-se tudo nas tintas para o preço da gasolina (actualizado diariamente à mais de um ano)...

A verdade é que a corrupção é o maior empregador nacional, e por esse motivo ninguém está interessado em denunciar situações escandalosas de corrupção e desonestidade. A verdade é que todos batem no peito as suas culpas, aos fins-de-semana, nas igrejas, enquanto durante a semana envergam roupas caras, carros de luxo, jóias e afins, muito provavelmente adquiridos com dinheiro fácil, produto de negócios ilícitos, tráficos, fugas ao "fisco", etc..

Pois é, eu sei muito bem quais são as GRANDES diferenças entre estes e outros tempos.

E a verdade é que prefiro ouvir música...

terça-feira, 23 de março de 2010

Vagas

Barack Obama declarou guerra às seguradoras!! Afinal o mundo não se enganou quando pensou que Barack Obama ia marcar a diferença...

O monopólio da indústria farmacêutica é um universo tenebroso e a par deste só o monopólio das seguradoras consegue afigurar-se tão horrendo. Ontem, o primeiro presidente negro dos EUA declarou-lhes (às seguradoras) guerra. É difícil de imaginar como é o que se vai desenvolver o processo uma vez que as seguradoras são os EUA!! Nem mesmo a indústria militar consegue equiparar-se ao peso das seguradoras na sociedade norte-americana onde toda a dinâmica social assenta em apólices de seguros.


Infelizmente os judeus não vão deixar este desafio barato e ao Sr. Presidente pode sair uma guerra civil na rifa... Quanto a nós, nós vamos pagar a factura para variar, agora que a torneira fechou do outro lado do Atlântico, a bola de neve vai começar a crescer deste lado onde já se fazem seguros de tudo e mais alguma coisa.


São vagas, são efectivamente vagas, tal e qual como Toffler as descreveu. Começam lá e vão "varrendo" o mundo todo, com uma assistência impávida, serena e acomodada.



Erika de Souza



"Por exemplo, as seguradoras não poderão mais unilateralmente cessar as apólices como forma de evitar pagamentos nem impor um tecto máximo para reembolsos de despesas. Também deixarão de poder recusar clientes com base no seu histórico de saúde, garantindo que pessoas que já sofreram acidentes, foram submetidas a cirurgias ou que se debatem com doenças crónicas sejam incluídas nas apólices."

In "o'Público" online, 23-03-2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Subtilezas

Cavaco Silva nunca primou pela subtileza mas desta vez excedeu-se!!
No seu discurso, aquando da condecoração de Santana Lopes com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, Cavaco Silva faz questão de frisar que está a cumprir o dever e a tradição de condecorar pessoas que desempenharam funções de relevo na vida política portuguesa e já não o fazem, já se retiraram. HAHAHAHA, Parece que não havia outra maneira de pedir a Pedro Santana Lopes que não entrasse na corrida pela liderança do PPD/PSD...

VOLTA PEDRO, VOLTA QUE ESTÁS PERDOADO!!!!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Ai os Delfins...

Amigos,
agora que os Delfins vão finalmente acabar eu não podia deixar de lhes "tirar o chapeu". A verdade é que nenhuma outra banda portuguesa conseguiu a proeza de se manter no activo durante 25 anos com 10 ou 12 temas. Mais incrível ainda, nos últimos 15 anos conseguiram gravar 12 álbuns com esses mesmos temas!!

O Caminho da FelicidadeI - Delfins Best Off Vol. I
O Caminho da Felicidade II - Delfins Best Of Vol. II
O melhor dos Delfins
Delfins Unplug
Delfins Sempre!
O Essencial dos Delfins
Grandes sucessos dos Delfins
De Corpo e Alma - O melhor dos Delfins - Acústico!
Delfins radio sessions (ao vivo na RFM)
Azul (o melhor dos Delfins em Castelhano)
Baía de Cascais '96 - (O Caminho da Felicidade ao Vivo)
De Corpo e Alma - Acústico! - Ao Vivo no CCB

E agora o mais surreal - houve quem comprasse todos esses álbuns! HAHAHAHA
É verdade, é de se tirar o chapeu. Parabéns Delfins!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Politiquices

Amigos, para quem não me conhece vou apenas dizer que desde muito, muito novinha que faço "previsões eleitorais" e nunca me enganei em um só resultado. As eleições de ontem não foram excepção! Há um ano atrás preveni um amigo meu sobre a vitória PS, ele disse-me que eu era mulher e não percebia nada de política! hahahahah

Ainda assim vou fazer alguns comentários muito breves ao acto eleitoral de ontem.

Paulo Portas foi o grande vencedor destas eleições (já toda a gente sabe);

O PS não perdeu para qualquer outro partido, perdeu aquilo que tinha ganho à abstenção nas últimas eleições (houve quem não tivesse reparado);

O BE já não é fashion, não chegou aos dois dígitos e, de hoje em diante, vai ser sempre a descer... (acreditem que é verdade).

Francisco Louçã, convencidíssimo de que se transformara na terceira força política do país, esqueceu-se que entrar no rol dos que têm efectivamente poder tem os seu custos e consequências. Pensou que continuaria a passar incólume nos jornais e chegaria a governante com o orgulho de quem conseguiu "levar a carta para Garcia". Claro que não! Quando começou a colocar as "uninhas de fora" a comunicação social tratou de divulgar informações sobre os PPRs dos membros do BE. E na opinião pública essas notícia reflectiu-se num comentário simples e conciso:
-"Afinal estes gajos são uns Filhos da Pu... como os outros! Uns hipócritas, ladrões".
E zás, lá se foram os dois dígitos que Francisco Louça e tanto almejava!
Quanto ao PSD... Enfim, o que é que se pode dizer que não seja óbvio e notório? Talvez que o Pedro Passos Coelho não chega para convencer a malta de que o partido tem sangue novo! hahahahah
Ou o PSD limpa os seus quadros profissionais dos mesmo canastrões de 150 anos que se candidatam desde sempre, ou vai ter o mesmo fim que o BE.

Eu, como todos sabem, sou anarquista, e continuo a defender o não-voto, não tarda nada, essa vai ser a vontade da maioria!!

Erika de Souza
27 de Setembro de 2009

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Tão condescendentes que eles são!

Para quem não me conhece tenho de dizer, antes de mais, que sou apolítica. Acredito piamente que não precisamos de uma forma de governação através da esfera pública. Mas, a análise das atitudes, das manobras e dos embustes de quem governa (seja lá quem for, são todos iguais) é um exercício que sou OBRIGADA a fazer.

Tenho de dizer-vos que nunca pensei encontrar alguém verdadeiramente inteligente na esfera pública mas a verdade é que, seja lá quem for que se lembrou desta estratégia, neste momento de crise, em pleno séc. XXI, esteve muito bem! Conseguiu envolver o governo numa imagem de integridade que já ninguém esperava ver em política!

1º - Eles (governo) tomam decisões polémicas, mantêm-se firmes, sem entrar na peixeirada com a oposição, sem agredir os sindicatos, argumentando que estão a endireitar o país (isso bem que é preciso!!). Mostra firmeza e convicção política.

2º - Pedem ajuda aos organismos estatais (que nunca soubemos para que é que serviam a não ser para dar uns tachos valentes aos familiares dos políticos) como o LNEC para encontrarem as melhores soluções. Mostra humildade e sapiência.

3º - Por fim, mudam de rumo, tranquilos e serenos (hehehe), suportados por pareceres académicos irrefutáveis, terminando com qualquer polémica suscitada pelos palhaços da oposição sem lhes dar razão nem hipóteses de reclamarem os louros. Apaziguam todos os ânimos sem deixar lugar para os descontentes. Mostra Coerência e Integridade.

4º - No fim de tudo, fizeram o que quiseram, como quiseram, tal e qual como todos os políticos até hoje. Mas conseguiram imensa publicidade POSITIVA nos jornais. Ficaram sempre bem na fotografia da concórdia, (como aconteceu há dias com a polémica da avaliação dos professores) e ainda ganharam fama de serem um bom governo!

Já vale a pena...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

SkinChip

Ainda não será para o tempo do meu filhote (espero eu!) mas brevemente estaremos a usar um SkinChip e a viver dentro de um sistema informático.
Tempos virão em que a troca e o processamento de informação não vão mais passar por máquinas como as que conhecemos hoje.
Toda a informação relativa à nossa pessoa e à nossa vivência será armazenada na nossa própria pele (sob a forma de SkinChip precisamente!) e todo o espaço físico estará coberto pelo Sistema. Desta forma, vamos entrar num restaurante, sentar, comer e ir embora sem ter de pedir a conta, o preço da refeição será descontado no nosso SkinChip e, por sua vez, será creditado na conta do restaurante. Da mesma forma os nossos rendimentos serão creditados no nosso SkinChip assim como o nosso cadastro, registo civíl, morada, etc., sem que sequer possamos introduzir qualquer tipo de dados.
Cada um será aquilo que o sistema o possibilitar viver, fazer e experienciar.
É mais uma tentativa de "Torre de Babel" tal como a administração da Justiça... Que violência!!

quarta-feira, 12 de março de 2008

A Carta

A propósito da visita do Sr. Presidente da República ao Brasil lembrei-me de perguntar:
- Por acaso alguém sabe onde pára a NOSSA Carta de Pero Vaz de Caminha?
Humm, a última vez que ouvi falar nela foi por altura das comemorações do "Achamento do Brasil", em 2000.

Supostamente, A Carta foi dividida em tomos e exposta em diversos eventos ligados às comemorações no Brasil, como a Bienal de S. Paulo, por exemplo. Mas, poucos dias depois de ter aterrado em Terras de Vera Cruz, o Sr. Rafael Greca (homólogo do nosso Comissário Geral - Professor Doutor Romero de Magalhães) comunicava à imprensa que A Carta era dos brasileiros e não regressaría a Portugal.

A verdade é que A Carta foi indevidamente oferecida (eu digo antes - VENDIDA) pelo ***** ** **** do Mário Soares ao país irmão uns anos antes, lembram-se? (faço ideia quanto não ganhou o ***** ** **** de comissão!) e, apesar de todos os protestos ainda fomos nós que pagámos o transporte!

Para acabar com todas as dúvidas, podíamos pedir ao actual Presidente da República que a trouxesse de volta... Se é que alguém sabe onde é que ela pára!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Porquê

Em verdade vos digo, eu prefiro os grandes centros comerciais ao tradicional comércio da baixa das cidades. PORQUÊ??

1º - O comércio tradicional seria muito agradável se, de cinco em cinco minutos, não passasse um burgesso qualquer "SHRRRACVCCC PUUUTFFFF" a cuspir para chão, ou para cima de quem passa, depende da imbecilidade do sujeito... Nos centros comerciais isto não acontece (não se sabe bem porquê);

2º - O comércio tradicional seria muito giro se pudessemos levantar a cabeça para olhar para as montras. Mas como somos obrigados vasculhar o chão que pisamos para não nos enterrarmos nos dejectos caninos que prevalecem em todo o percurso... Nos centros comerciais isto não acontece (aqui sabemos porquê! Porque os animais não podem entrar);

3º - O passeio pela baixa da cidade até podia ser agradável se não nos impingissem a miséria social que nos rodeia e da qual queremos naturalmente fugir. Já basta o que lêmos nos pasquins. Nos centros comerciais não há estropiados, abandonados, arrumadores, expatriados... (Não há nada disso porque não é bom para o negócio!)

É preciso dizer mais?

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Et voilá!

Não há nada tão bem articulado como as leis da oferta e da procura.

Vejam, há uns 20/ 25 anos, a procura dos "canudos" era inacreditável, toda a gente queria ser
doutor ou engenheiro. Ora, os sucessivos governos aperceberam-se de um problema criado pela lei que podia ser aproveitado para dar um empurrãozinho à nossa economia (e, claro, encher a mula aos lambões do costume) - os milhares de clientes a quem era negado o acesso ao ensino superior público (praticamente gratuíto) através dos números clausos.

Durante décadas o ensino superior privado foi o negócio mais prático e lucrativo do país. Não obrigava ao cumprimento da lei, ou seja, curriculos sem o mínimo de qualidade, docentes sem quaisquer qualificações, cursos sem qualquer nexo, tudo tinha o aval da tutela! (não fossem os rejeitados abrir fogo contra o estado que lhes negava o acesso ao ensino). E era tão fácil resolver este problema dos números clausos (mas enfim, isso é assunto para outro dia)...

Quantos dos nossos governantes não eram sócios de cooperativas, fundações e sociedades por quotas detentoras de instituições de ensino? Que negócio fantástico! E contentava a todos, inclusivamente aqueles que preferiam
comprar um canudo fácil a batalhar por um que valesse alguma coisa!

Agora a procura desceu drasticamente, já são poucos os que querem um diploma seja lá do que for... As universidades públicas estão a ficar sem clientes e sem sustento para os milhares de docentes que empregaram nos anos áureos. Que fazer?

Primeiro, fechamos as
universidades privadas e garantimos o sustento da públicas por mais uns anos (e fazemos um brilharete político).

Depois, bem... O melhor é MUDAR DE NEGÓCIO!!!

Vamos abrir Clínicas e Hospitais Privados!!! É isso, basta fechar alguns centros de saúde, maternidades e estruturas afins. Cria-se uma enorme necessidade de estruturas do género o que vai "obrigar" o governo a fechar os olhos à falta de qualidade (sim, porque a qualidade custa muito dinheirinho!!!) e abrir espaço ao sucesso de um número sem fim de clínicas e hospitais privados.

Et voilá! É o que se arranja neste talhão à beira mar plantado!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

De mal a Pior...

Há muito que me interrogava pelos destinos de certa criatura, acabei de ter a resposta!
Inês Serra Lopes estava sentada nos estúdios da SIC Notícias e preparava-se para fazer a rubrica "Revista de Imprensa".
Será possível? Mas será mesmo possível?

Uma criatura rasca, que tentou incriminar um inocente no processo mais escandaloso e mediático do nosso talhão, quando se sabe que é filha de um dos advogados do principal acusado?

Será possível? Esta Maçonaria da treta que temos no talhão está a ir longe de mais, principalmente porque se trata, na realidade, de uma máfia ordinária que perpreta todo o tipo de prejuízos ao estilo "cosa nostra".
Volta, volta que estás perdoado...

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Ajudem a levantar o PAU

Caríssimos

Acabei de ter uma discussão com um Fundamentalista da Democracia que me deixou… neste estado!

Há muito que queria apelar a todas os inteligentes praticantes que conheço (sim, conheço alguns inteligentes não praticantes, mas a maior parte são mesmo estúpidos) que me ajudassem a levantar o PAU (não quero de maneira nenhuma que se especule acerca da criação de mais um partido político). O PAU não é mais do que o Poder Anarquista Universal.

Não se admite mais essa cambada de idiotas, vivendo às custas do trabalho alheio, ganhando milhares de contos (milhares de euros) ao fim do mês e ainda ajudas de custo e despesas de deslocação para se reunirem (quando se lembram…) com pompa e circunstância a gozar de tudo e todos sob a égide da mais perversa e hipócrita prática de governação, a Democracia.

Com que raio de razão alguém consegue convencer-me de que devo votar para que tudo corra bem… quando nada corre bem? Para poder críticar quando não existe poder nenhum em críticar seja lá o que fôr?! Para participar activamente?! (esta é mesmo sem comentários) Enfim, para uma data de tretas sem nexo.

A verdade é simples:

I) em Democracia prevalece a vontade da maioria;

II) ninguém disse “da maioria votante”;

III) os votos exprimem APENAS a vontade da maioria vontante (que é neste momento uma percentagem muito pequena dos cidadãos);

IV) e se a maioria dos cidadãos se abstiver?;

V) o não-voto exprime a vontade da maioria (verdadeiramente considerada pelo sistema democrático);

VI) Se a maioria NÃO VOTAR ninguém tem legitimidade para sentar o rabinho no trono e receber uma boa parte da fortuna alheia para cometer impunemente todo o tipo de crimes pelos quais o cidadão comum amargaria sofredoramente as “passas do Algarve”;

VII) Este é efectivamente o único PODER que temos em Democracia, o PODER de NÃO VOTAR…

E, para verem que tenho razão, (esta é para os inteligentes não praticantes) atentem às campanhas dos últimos anos contra a abstenção. O tom do discurso já não é “vote em mim”, é apenas “vote, por favor não fique em casa, vote”).

Já que a justiça ([a justiça] é mais um assunto a tratar mas, devido à sua complexidade fica para a próxima) não pune esses FDPs compete-nos a nós não lhes dar hipótese de cometer atrocidades inimagináveis.

Resumindo, sem querer assumir qualquer tipo de liderança, manipular o poder alheio, ou coisa parecida, peço-lhe encarecidamente que pense sobre este assunto e ajude (se concordar comigo) a substancializar a abstenção como contra-poder. Ajude efectivamente a LEVANTAR O PAU.

Com os melhores cumprimentos,

Ângelo Dias

(sim, é o meu pseudónimo)

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

A linguagem da percepção e o mundo!

O estudo dos processos e mecânismos que nos levam a perceber o mundo que nos rodeia é talvez a matéria mais interdisciplinar que conhecemos.
Quais os pontos que unem os signos palpáveis à sua dimensão eterea? O que nos leva a reconhecer similaridades entre umas coisas e outras?

Existe em nós um reflexo “puro” das existências reais, naturais. De onde ele vem? Da natureza, claro. Esse reflexo é impresso na nossa “interioridade” para que possamos penetrar no mundo, percebê-lo, compreendê-lo. Essa impressão é feita através de sons, imagens, sabores, cheiros e texturas. Mas o universo natural é infinito (segundo nos dizem alguns físicos), ou pelo menos incomensurável, e esta razão leva-nos a construir, a partir de unidades mínimas de sentido, unidades mais complexas e outras ainda mais complexas (através da relação entre unidades complexas), e outras, e outras, ad eternum numa tentativa de representar o visível e o invisível.

Continuação

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

O modelo de comunicação como paradigma



Se o que estrutura o pensamento é a linguagem, e a linguagem é sempre comunicação (de mim para mim, de mim para o outro eu, de mim para os outros, para as coisas ou até mesmo de mim para a linguagem) Então a forma como pensamos a comunicação é o nosso paradigma.

Por exemplo, a forma como Peirce classifica os signos, estabelece a lógica da abdução e a produção de ideias claras está condicionada pela forma como pensa os elementos do processo comunicativo, ou seja, toda a sua teoria está condicionada à relação intrínseca entre o processo comunicativo e a produção de conteúdos.

Jamais poderia Peirce constituir a lógica da abdução se percepcionasse o processo comunicativo tal como Shannon e Weaver.

Se pensamos a comunicação como o processo de transmissão de mensagens e não de criação/ relevância de conteúdos, o nosso pensamento está delimitado por este paradigma, e isso vai impedir que nos debrucemos sobre questões do tipo: Como se faz a introdução da generalidade nos juízos perceptivos? (Peirce, A lógica da abdução)
É por este motivo que não posso concordar com Rodrigo Alsina no que respeita ao carácter essencialmente instrumental dos modelos… Pelo menos dos modelos de comunicação.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Da natureza das imagens

Finalmente tenho tempo para divagar um pouco sobre a natureza das imagens!
Mais uma vez no seguimento da apologia de Gil ao Olhar.
Se o olhar é, como o próprio afirma, uma linguagem não-verbal dentro da visão que apreende as pequenas percepções e dá sentido às coisas, então posso dizer que o olhar é uma linguagem individual, exclusiva de cada um.

Se entro na paisagem quando olho é porque alguma coisa do meu olhar envolve os objectos numa atmosfera que, por um certo efeito de contra partida, acaba também por me englobar. Uma paisagem exterior de um interior. Isto significa que o meu olhar sobre as coisas me é reenviado pelo espaço (e como espaço) dessas mesmas coisas.

Assim sendo, o que a imagem retorna ao olhar de cada um é "iluminado" por essa linguagem não-verbal e exclusivamente individual, fazendo com que o a nossa paisagem exterior do interior seja única. É essa a natureza das imagens!
Cada um de nós olha o mundo "à sua maneira", e por isso o mundo acaba por nos englobar a cada um de forma distinta.
Talvez por esta razão nunca cheguemos a saber o que o pintor queria "exprimir" em determinado quadro, porque não há uma equivalência/ correspondência entre uma linguagem não-verbal individual e a linguagem "massiva" que nos organiza socialmente. Desta forma, as suas paisagens exteriores do interior não encontram uma "traduação fiel" em ninguém!
Será nesta altura que a obra de arte se separa do seu autor?

Vou deixar este próximo ponto para mais tarde, por agora espero os vossos comentários.